Atividade 1.3
Relação homem-técnica
Analisando e refletindo sobre a tecnologia,
questionando as concepções essencialistas a respeito da diferença entre
natureza e cultura, homem e artifício. A tecnologia muitas vezes, é vista como
ameaçadora e perigosa ao homem, e outras vezes, é aceita como uma dádiva, uma
ferramenta capaz de assegurar o que séculos de luta política não conseguiram
realizar.
O medo da homogeneização, da supressão do
“real”, do “sentido” e do “humano” pela técnica, não tem mais lugar se
imaginamos o homem dentro de uma ótica complexa, bem distante das lógicas
lineares. Pois temos, um universo em constante correlação entre suas partes, não
vivemos isolados, pois estamos inter-relacionadas em evidente contextualização,
algo conceitualmente bem distante dos paradigmas de imaginar a natureza e a
vida humana.
O
mundo é dinâmico, processual, não se deixa aprisionar. As tecnologias não se
situam fora da subjetividade humana. As novas tecnologias, a informática, e com
ela a Internet, são parte integrante dos equipamentos coletivos de subjetivação.
Tudo que é humano é ao mesmo tempo técnico, econômico e histórico. Daí a
importância de avançarmos. Não sendo possível ainda permanecer inertes,
precisamos interagir humano com a técnica, iniciando um processo de interação
mútua que resulte em outras possibilidades de desenvolvimento da técnica.
Discordamos da idéia de uma tecnologia perversa.
Este raciocínio não se sustenta quando sentimos a necessidade dela. Se uma
tecnologia atua de forma contrária ao desenvolvimento das potencialidades
humanas é porque o homem, ao interpretar esse pensamento, não direciona seu uso.
Portanto, o homem acaba utilizando essa idéia da tecnologia como ameaçadora
incontrolável e enigmática. E de fato ela passa a sê-lo, uma vez que todos
passam a interpretá-la e usá-la dessa forma. Contudo, muitos não conseguem perceber
a importância de viabilizarmos e apoiarmos essas iniciativas capazes de levar a
tecnologia a abrir novos horizontes para o conhecimento.
Assim, faz-se necessário que surjam iniciativas
que mobilizem a viabilização do desenvolvimento tecnológico, valendo-se da
velocidade para estabelecer novas concepções para todos os domínios da vida
humana. Há, contudo, a necessidade de inventar outras formas de viver que
inaugurem o novo e, ao mesmo tempo, também refutem a perpetuação das velhas
estruturas que teimam em recusar a mudança.
Ao invés de continuarmos temendo os “monstros
tecnológicos”, como faz a humanidade há séculos, seria hora de nos mobilizarmos
contra a crise da política e buscar novos caminhos horizontes tecnológicos.
Grupo: Síria, Raellen, Socorro, Lúcia, Raquel,
Samara, Jorge e Edna