segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Atividade 1.3

Relação homem-técnica

Analisando e refletindo sobre a tecnologia, questionando as concepções essencialistas a respeito da diferença entre natureza e cultura, homem e artifício. A tecnologia muitas vezes, é vista como ameaçadora e perigosa ao homem, e outras vezes, é aceita como uma dádiva, uma ferramenta capaz de assegurar o que séculos de luta política não conseguiram realizar.
O medo da homogeneização, da supressão do “real”, do “sentido” e do “humano” pela técnica, não tem mais lugar se imaginamos o homem dentro de uma ótica complexa, bem distante das lógicas lineares. Pois temos, um universo em constante correlação entre suas partes, não vivemos isolados, pois estamos inter-relacionadas em evidente contextualização, algo conceitualmente bem distante dos paradigmas de imaginar a natureza e a vida humana.
            O mundo é dinâmico, processual, não se deixa aprisionar. As tecnologias não se situam fora da subjetividade humana. As novas tecnologias, a informática, e com ela a Internet, são parte integrante dos equipamentos coletivos de subjetivação. Tudo que é humano é ao mesmo tempo técnico, econômico e histórico. Daí a importância de avançarmos. Não sendo possível ainda permanecer inertes, precisamos interagir humano com a técnica, iniciando um processo de interação mútua que resulte em outras possibilidades de desenvolvimento da técnica.
Discordamos da idéia de uma tecnologia perversa. Este raciocínio não se sustenta quando sentimos a necessidade dela. Se uma tecnologia atua de forma contrária ao desenvolvimento das potencialidades humanas é porque o homem, ao interpretar esse pensamento, não direciona seu uso. Portanto, o homem acaba utilizando essa idéia da tecnologia como ameaçadora incontrolável e enigmática. E de fato ela passa a sê-lo, uma vez que todos passam a interpretá-la e usá-la dessa forma. Contudo, muitos não conseguem perceber a importância de viabilizarmos e apoiarmos essas iniciativas capazes de levar a tecnologia a abrir novos horizontes para o conhecimento.
Assim, faz-se necessário que surjam iniciativas que mobilizem a viabilização do desenvolvimento tecnológico, valendo-se da velocidade para estabelecer novas concepções para todos os domínios da vida humana. Há, contudo, a necessidade de inventar outras formas de viver que inaugurem o novo e, ao mesmo tempo, também refutem a perpetuação das velhas estruturas que teimam em recusar a mudança.
Ao invés de continuarmos temendo os “monstros tecnológicos”, como faz a humanidade há séculos, seria hora de nos mobilizarmos contra a crise da política e buscar novos caminhos horizontes tecnológicos.


Grupo: Síria, Raellen, Socorro, Lúcia, Raquel, Samara, Jorge e Edna